As Fábricas inglesas de açúcar no Nordeste oitocentista
Sinopse
Este livro é resultado de uma pesquisa em fontes históricas e documentais, tanto no Brasil como na Inglaterra, acerca da introdução do capitalismo no campo através da inversão de capitais ingleses e nacionais no projeto do Governo Imperial em modernizar a produção açucareira. A pesquisa buscou entender as formas de produção pré-capitalistas do engenho banguê no Nordeste açucareiro entre o rio Potengi (RN) e o rio São Francisco (AL), diante da revolução industrial do açúcar europeu de beterraba e o açúcar das colônias americanas, notadamente o de Cuba. A modernização inicial, através do programa imperial de implantação dos engenhos centrais, serviu de captação de recursos estrangeiros, mas se tornou inviável devido à divisão do trabalho, em que a parte industrial ficou a cargo das empresas capitalistas e o fornecimento de matéria-prima em mãos de senhores de engenho, tornando as unidades fornecedoras improdutivas e sem o controle da produção. A solução veio através de um programa republicano e nacional no incentivo à implantação das usinas açucareiras.
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